Paróquia de Madail

Description level
Fonds Fonds
Reference code
PT/ADAVR/POAZ07
Title type
Atribuído
Date range
1645-10-01 Date is certain to 1911-03-30 Date is certain
Dimension and support
118 liv. (0,90 m.l.)
Extents
0.9 Metros lineares
Biography or history
Orago de São Mamede.

Madail é um curioso topónimo de origem germânica. O documento escrito mais antigo sobre Madail relaciona-se com uma igreja e trata de uma tributação do seu Bispo Jurisdicional D. Martinho Pires, imediato sucessor de D. Fernando Martins, pagando este povoado à Sé do Porto direitos a mais para a sustentação do Bispo e do seu cabido, e no reinado de D. Dinis surge a contribuição suplementar com o nome de “Taxação Eclesiástica” para subsidiar a guerra contra os mouros.

Foi aqui, na chamada "Casa do Manica", no lugar do Meio, que os Hospitalários montaram um dos seus primeiros hospícios regionais destinados a acolher os peregrinos pobres que se dirigiam a lugares santos. A criação deste hospício ficou a dever-se a uma disposição testamentária de Mem Peres Cativo e de sua irmã Alda Peres, que deixaram o que aqui possuíam à Ordem dos Hospitalários, da qual passou para a Comenda de Rio Meão, que a perdeu para a Comenda de Avanca, pertencente à Ordem de Cristo. Sabe-se também que D. Sancho I recompensou Martinho de Aragão pelos serviços prestados na reconquista, com património vincular desta freguesia, doando a leira reguenga e o hospital. Madail pertenceu ao foral da Comarca da Feira e ao Município da Bemposta, tendo beneficiado do novo foral, por alvará de D. Manuel I, em 10 de Fevereiro de 1514.

A sua pertença do Município de Oliveira de Azeméis data de 24 de Setembro de 1855. A actual Igreja Paroquial foi erguida de 1940 a 1942, após o desmoronamento da sua antecessora, no ano de 1938. A anterior igreja situava-se levemente mais abaixo, do outro lado da estrada. Era um edifício pequeno e modesto, com torre à esquerda, setecentista, de vãos rectangulares.
Custodial history
Esteve na posse da Igreja paroquial até à criação do Registo Civil, em 1911, publicada no Diário do Governo nº 41 de 1911-02-20. Nesta data as paróquias foram obrigadas por lei, a entregar os livros de registos de Batismo, casamento e óbitos às repartições do Registo Civil.

Este fundo esteve na posse do Arquivo da Universidade de Coimbra até ao ano de 1976, já que apesar de ter sido criado em 1965, pelo Decreto nº 46350, de 22 de Maio, o Arquivo Distrital de Aveiro, só viria a dispor de instalações seis anos mais tarde, tendo no ano de 2002 transferido a documentação para as atuais instalações do Arquivo Distrital de Aveiro.
Acquisition information
Incorporações provenientes do Arquivo da Universidade de Coimbra 1976-04-14, e

da Conservatória do Registo Civil de Oliveira de Azeméis em 2012-11-27 e 1978-03-14.
Scope and content
Constituído pelos registos de batismos, casamentos e óbitos
Arrangement
Organização funcional. Ordenação cronológica dentro das séries.
Access restrictions
Comunicável.

Por razões de preservação, a documentação digitalizada e/ou microfilmada é consultável apenas através da respetiva cópia digital ou microfilme.
Conditions governing use
Regulamento de Reprodução de Documentos, Despacho n.º 6852/2015, Diário da República, 2ª série, N.º 118 de 19 de junho de 2015.
Language of the material
Por (português)
Other finding aid
PORTUGAL. Arquivo Distrital de Aveiro-DigitArq [Em linha].Aveiro: ADAVR, 2016.[Consult. 02 Junho 2016]. Atualização diária. Disponível em URL:http://adavr.dglab.gov.pt
Alternative form available
Existem microfilmes de consulta para os livros n.º 1 a n.º 32
Creation date
1/30/2007 12:00:00 AM
Last modification
8/1/2016 11:56:55 AM