Available services

Escritura de testamento, feita na Rua de Espinheiro da vila de Ílhavo, casa de João André Batata, com este testador, casado.

Description level
File File
Reference code
PT/ADAVR/NOT/CNILH1/001/0067/00013
Title type
Atribuído
Date range
1878-10-14 Date is certain to 1878-10-14 Date is certain
Dimension and support
1 doc.; f. 15v a 17v
Scope and content
Escritura de testamento, feita na Rua de Espinheiro da vila de Ílhavo, casa de João André Batata, com este testador, casado. O testador era irmão da Ordem Terceira de São Francisco [?]. Estando o testador doente, desejava que dissessem missas de corpo presente, de esmola de 160 réis, que seria distribuídos aos mais pobres da freguesia caso os clérigos não achassem a esmola aceitável. Depois do seu falecimento desejava que se dissessem 3 trintários de missas, 1 por ele, outro pelas almas do seu pai, 10 missas, da sua mãe, 10 missas, de seu irmão, 5 missas, dos avos maternos, 6 missas, de seu irmão José, 5 missas, de seu avô paterno, 2 missas, de sua avó paterna, 3 missas, de seu padrinho, 3 missas, de sua madrinha, 3 missas, de seu sogro, 2 missas, de sua sogra, 2 missas, de sua irmã, 3 missas, de seu cunhado Tomé, 3 missas, de seu tio Luís Nina, 2 missas, do filho do seu dito tio Manuel Nina, 2 missas, de seu amigo Manuel Fernandes Machado, 2 missas e do Padre José Nunes do Couto, mestre do testador, 2 missas. Além das ditas missas, desejava que se dissessem mais 17, a saber, 5 por instrução de sua mulher [?], 2 pelas almas do seu antecessor, 2 pela alma de seu tio Manuel Simões Chuva, o branco, 2 pela alma de sua tia Joana Rainha, 2 pela alma de seu tio José, o rainha, 2 pela alma da Rainha D. Maria II, 2 pelo filho da dita Rainha D. Pedro V, todas as missas de esmola de 160 réis, distribuídos aos mais pobres caso os clérigos não aceitassem o dito preço. Deixava 141 litros (ou 10 alqueires) de milho aos mais pobres da freguesia. O testador era casado com Maria Pedreira de Jesus, não tendo ascendentes ou descendentes legais. Assim, deixava a sua terra lavradia, na Mata de Baixo, a seu sobrinho José dos Santos Marnoto o Marcelos, com a obrigação deste dar 1 000 réis ao irmão João [Grande?], a José, filho de António dos Santos Marnoto, a Maria, filho do irmão do testador José André Batata, e de mandar dizer 1 trintário de missas (10 pelo testador, 20 pelos pai e mãe do testador), tomando posse da terra depois do dia de S. Miguel a seguir ao falecimento do testador. Nomeava como sua testamenteira a sua mulher Maria Pereira de Jesus, constituindo também a mesma como sua herdeira universal. Desejava, por último que as disposições sobreditas se executassem num prazo de 2 anos depois do seu falecimento. Foram testemunhas Sebastião António da Silva, José Leopoldino da Silva, Sebastião da Trindade Salgueiro, artistas, Francisco Gonçalves Vilão, marítimo, casados, e José António de Magalhães, solteiro, proprietário, todos da vila de Ílhavo.
Physical location
D6.E12B.P1.CX0007
Language of the material
Por (português)
Other finding aid
Descrição arquivística efetuada ao abrigo do protocolo “Ílhavo, Terra Milenar” celebrado com o Município de Ílhavo em 9 de junho de 2015.
Creation date
14/05/2019 10:54:13
Last modification
14/05/2019 11:06:47