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Escritura de Partilhas amigáveis que fazem João António da Graça, viúvo e suas filhas e genros, todos moradores nesta Vila e Vagos.

Description level
File File
Reference code
PT/ADAVR/NOT/CNILH3/001/0043/00009
Title type
Atribuído
Date range
1900-08-30 Date is certain to 1900-08-30 Date is certain
Dimension and support
1 doc.; f. 18 a 23
Scope and content
Escritura de Partilhas amigáveis feita na Vila de Ílhavo, que entre si fizeram os herdeiros dos bens que ficaram da falecida Emília Rosa de Jesus, casada que foi com João António da Graça, proprietário, mãe e pai de Ana Augusta da Graça Trindade, casada com João José da Trindade, negociantes e proprietários, moradores na Vila de Vagos; Maria Augusta da Graça de Oliveira Rasoilo, casada com Manuel de Oliveira Rasoilo, negociantes, moradores na Vila de Ílhavo; e Beatriz Augusta da Graça César ferreira, casada com João Reinaldo César Ferreira, negociantes. De todos os bens do casal formaram duas meações de valores iguais, sendo uma para o dito viúvo, e outra para a meação da falecida, representada pelas suas filhas, a qual foi subdividida em três quinhões iguais, que formaram as legitimas maternas das três herdeiras. À meação do viúvo João António da Graça, ficaram a pertencer, uma parte do prédio de casas onde vivia, (desde a parede mestra que servia de linha divisória, até à rua direita e prolongando-se até ao prédio de Maria Joana do Arrais, sendo a parede mestra a que ficava contigua pelo lado poente à escada principal com frente para a referida Praça), situado na Praça “Mousinho de Albuquerque” da Vila de Ílhavo, o qual prédio partia do norte com a dita Praça, do sul com Maria Joana do Arrais, viúva, e outros, do nascente com José Ança Novo, e do poente com a rua Direita da Vila de Ílhavo; mais uma parte do quintal de terreno baixo, a partir da escada de pedra no mesmo quintal até ao muro que segura o terreno alto do mesmo quintal, servido este muro de linha divisória até à linha do primeiro poço, do lado sul, deste mesmo muro a partir para nascente em linha reta, servira de linha divisória um parede que se haveria de construir por cima do muro do mesmo poço até ao celeiro, do qual celeiro ficou a pertencer ao mesmo viúvo metade, tanto em baixo com em cima, assim como lhe ficou pertencendo o direito de servidão para despojos e mais usos domésticos, pelos baixos do lado norte do mesmo celeiro para a viela que dava saída para a referida Praça, ficando o poço a pertencer à restante parte do prédio; ficou ainda com umas casas térreas de habitação, situadas na rua José Estêvão, que partiam do norte e poente com a rua pública, e do sul com José do Paulo; mais um prédio de casa térreas e altas com seu quintal, situado na mesma rua, que partia do norte com Manuel Tavares de Almeida maia, do nascente com o doutor António Frederico de Morais Cerveira, e do poente com a mesma rua; mais dois Palheiros de habitação com suas cercas e mais pertenças, situado na Costa Nova do Prado, contíguo a um outro, os quais partiam pelo lado norte com José Caetano Santiago e com herdeiros de Egídio cândido da Silva, do sul com Manuel da Rocha Lavadinho, do nascente com estrada nova da Barra à Costa Nova; mais uma terra lavradia, sita no Urjal, limite da Vila de Ílhavo, que partia do norte com Manuel Francisco Faulho Rasoilo, do nascente e poente com caminho público; uma terra lavradia sita no Corgo da Rainha, limite da Presa de Ílhavo, que partia do norte com António Simões Teles da Alagoa, do sul com estrada pública; um pinhal no local onde chamavam “A Patacôa”, que partia do norte com caminho de consortes, e do nascente com Alberto Ferreira Pinto Basto; mais um pinhal pequeno e seu terreno, sita na Gândara das Quintãs, no local denominado “O chão do rei” limite da freguesias de Ílhavo, que partia do norte com João da Cecília e do sul com Manuel Fernandes Lisboa; um domínio direto com foro anual de dois mil setecentos e setenta reis, imposto num aído lavradio, sita na Cortada, o qual partia do norte com José Gonçalves Sarrico, e do poente com caminho público e de era seu enfiteuta Domingos Francisco Dama; outro domínio direto com foro de cento trinta e dois litros e quarenta centilitros de trigo galego, imposto numa Azenha, sita na Barroca da Vila de Ílhavo, de que era enfiteuta José Bernardino da Silva, Azenha que partia de norte com rua da Barroca e do nascente com herdeiros do doutor Regala; ficaram ainda a pertencer-lhe o recebimento das as dívidas activas feitas por António dos Neves, da Coutada; uma divida de cinquenta mil reis, de que eram devedores Manuel Marques de Carvalho; divida de cem mil reis de que era devedor José Nunes Carlos e mulher da Presa; divida de cinquenta mil reis, de que eram devedores Tomé Francisco Praia e mulher; divida de cem mil reis de que eram devedores João dos Santos Carrancho e mulher; outra divida de cinquenta mil reis, de eram devedores José Júlio e mulher; outra divida de duzentos e setenta e cinco mil reis de que eram devedores Julião da Conceição e mulher; mais outra de cem mil reis, de que eram devedores José Silva Santos e mulher; mais uma de um conto e seiscentos mil reis, de que era devedor João Maria do vale de Sousa Meneses Macia, solteiro, da Quinta de Santa Ana da Guerreira, Concelho de Tomar; e por fim uma outra de cem mil reis, de que era devedor António Simões Ratola, do Bonsussesso, por uma letra de terra. À legitima de Ana Augusta da Graça Trindade e marido. Ficaram a pertencer a restante parte do prédio das casas, sita na Praça Mousinho de Albuquerque, já descrita na meação do sobre dito viúvo, sendo esta parte a que ficava do lado nascente, tendo por linha divisória a mencionada parede mestra. A Beatriz Augusta da Graça César Ferreira e marido João Reinaldo César Ferreira ficou pertencendo uma terra lavradia, sita no Urjal limite da Vila de Ílhavo, que partia do norte com herdeiros de António João Carrancho, do sul com reverendo Padre Domingos Ferreira Jorge e do poente com estrada distrital numero setenta e dois de Aveiro Vagos. Outra terra lavradia sita no mesmo local do Urjal que partia do norte com mesmos herdeiros de António João Carrancho, do sul com o dito padre Domingos Ferreira Jorge e do nascente com a dita estrada distrital; mais uma terra lavradia sita na Coutada, freguesia de Ílhavo, que partia do norte com herdeiros de José Francisco Faúlho Rasoilo, do sul com Francisco Nunes Feliciano, do Corgo Comum, e do nascente com caminho publico; mais outra terra lavradia, alta e baixa, sita na Quinta do Ferrador, limite da Lagoa de Ílhavo, que partia do norte com Manuel Francisco Faúlho o Rasoilo, do sul com vala de água, do nascente com caminho público, e do poente com mesmo Rasoilo e com levada de água, uma divida de quatrocentos setenta e seis mil cento e setenta reis, de que são devedores António Nunes Morgado e filhos, do lugar da Légua; uma divida de vinte oito mil oitocentos reis de que são devedores os herdeiros de Manuel dos Santos Parada e mulher; outra divida de cento e vinte e dois mil e quinhentos reis, de que são devedores João Nunes Pinguelo Mónica Júnior e mulher; mais outra divida de cinquenta e seis mil reis, de que eram devedores Manuel Nunes de Castro Aquilino e mulher, por dois títulos particulares; outra divida de cinquenta e nove mil reis, de que eram devedores por títulos particulares, José Gonçalves Bilelo e mulher; mais outra divida de cento e trinta mil reis, de eram devedores António Simões Ratola e mulher do Corgo Comum, sendo cem mil reis; outra divida de quarenta e três mil reis de que eram devedores José Nunes Vidal e mulher de Vale de Ílhavo; outra divida de quinhentos e cinquenta mil reis de que eram devedores João Procópio de Carvalho, solteiro; outra divida de cinquenta e seis mil e quinhentos reis de que eram devedores Augusto Nunes Pequeno e mulher; outra divida de quarenta e nove mil reis, de que eram devedores Fernando Francisco Bixão e mulher da Gafanha; e finalmente outra divida de cinquenta e sete mil e seiscentos reis, de eram devedores João Francisco Dama e mulher, da Lagoa de Ílhavo. Declararam mais todos os outorgantes, que dos bens do casal, fazia parte uma terra lavradia sita na Gafanha de Aquém, justa pelo lado sul à estrada de Ílhavo à Costa Nova, que partia pelo sul, nascente, e poente com Manuel Ribeiro Cardadeiro, da Gafanha e do norte com dita estrada. Esta terça assim confrontada era litigiosa em virtude do que ficou, segundo acordaram os outorgantes para estes; pertencendo a estes na proporção estabelecida, isto é, metade para o viúvo e outra metade para os três filhos, pertencendo também o jazigo de família existente no cemitério da freguesia de Ílhavo. Foram testemunhas, João de Oliveira Quininha, casado, marítimo, e Tomé Francisco Malha, casado, serralheiro, ambos moradores na Vila de Ílhavo.
Physical location
D6.E12B.P2.0043
Language of the material
Por (português)
Other finding aid
Descrição arquivística efetuada ao abrigo do protocolo “Ílhavo, Terra Milenar” celebrado com o Município de Ílhavo em 9 de junho de 2015.
Creation date
07/06/2017 10:23:44
Last modification
13/12/2018 15:35:27